Infância, rebeldia e escravidão no romance O mulato, de Aluísio Azevedo

ArtigoV. 2717/08/2026

Resumo

Este artigo procura analisar a representação da criança escravizada a partir da personagem infantil Benedito, do romance O Mulato, de Aluísio Azevedo (1857-1913). Fazemos uso do diálogo entre História, literatura e interseccionalidade, buscando captar, na esquematização do ser fictício e na sua enunciação, aspectos da realidade brasileira, em particular do Maranhão oitocentista. Para dar conta das particularidades históricas, amparamo-nos em outros documentos: anúncios de fuga, compra e venda de escravizados em periódicos maranhenses, além de códigos de postura de São Luís. Assim, temos o propósito de confrontar texto e contexto para compreender como o literário reforça imagens de controle sobre o negro. Partimos da ideia de que o termo “moleque” é uma categoria literária e social construída para determinar a função da criança negra na ordem escravocrata. A palavra carrega uma dimensão histórica e é marcada por estereótipos raciais, que foram sendo ressignificados ao longo do tempo.

Palavras-chave:

  • História
  • literatura
  • escravidão
  • infância
  • Maranhão

Como citar este artigo

SANTOS, Poliana. Infância, rebeldia e escravidão no romance O mulato, de Aluísio Azevedo. Topoi (Rio J.), v. 27, p. 1-21, ago. 2026.