nº 26 / V. 14

Janeiro - Junho 2013

Artigos

Memorias, ensayos y polémicas. El balance de la experiencia montonera en los años 80

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Por: Esteban Campos - CONICET

En este artículo se indagan las producciones historiográficas, testimoniales y ensayísticas sobre la organización armada Montoneros en la década de 1980. En la Argentina, las décadas de 1960 y 1970 fueron un período de alta conflictividad, ante el que todavía hoy parece imposible resistir la tentación de emitir una prescripción moral. ¿De dónde proviene la tendencia a juzgar los movimientos armados que actuaron en la Argentina? Para responder ésta pregunta, incorporaremos como marco teórico y disciplina auxiliar a la antropología cultural de Marvin Harris, en particular las categorías emic y etic que se emplean para comprender las actitudes del investigador de campo. Así podremos comprender las diversas formas de "empatía" y "antipatía" hacia los movimientos armados, entendiendo estas reacciones como una toma de distancia o un apego estrecho respecto de las categorías nativas del objeto de estudio. Tomaremos cuatro libros sobre los Montoneros y la violencia política: Soldados de Perón. Los Montoneros, de Richard Gillespie (1982), Montoneros. La soberbia armada, de Pablo Giussani (1984), La Argentina que quisieron, de Carlos Brocato (1985) y Montoneros. Final de cuentas, de Juan Gasparini (1988).

Potentados locais e seu braço armado: as vantagens e dificuldades advindas do armamento de escravos na conquista das Minas

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Por: Ana Paula Pereira Costa

O presente texto tem por objetivo explorar as vantagens, utilidades e também os reveses advindos do uso de milícias particulares de escravos armados, montadas pelos potentados locais e aproveitadas pela Coroa portuguesa e autoridades metropolitanas na comarca de Vila Rica na primeira metade do século XVIII.

O antirracismo da ordem no pensamento de Afonso Arinos de Melo Franco

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Por: Monica Grin - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e Marcos Chor Maio

Este artigo tem por objetivo analisar o contexto de elaboração e promulgação da primeira lei contra a discriminação racial no Brasil, de autoria do deputado Afonso Arinos de Melo Franco, no início dos anos 1950. Trata-se de explorar as diferentes formas de recepção da lei; sua tramitação no Congresso; o debate racial em curso e, por fim, o sentido e justificação que Arinos confere à lei. Partimos da hipótese de que, ao transformar o preconceito racial em objeto de contravenção, sob penas da lei, Arinos procurou esvaziar politicamente a questão racial ao deslocá-la para o plano da moral. A luta contra o racismo, traduzida nos termos de um imperativo ético, inspirado na tradicional visão de um país racialmente harmônico, teria a função de evitar a crescente atmosfera de tensão racial, mais do que de reconhecer as demandas sociopolíticas do movimento negro.

Erotismo sob censura na imprensa brasileira (1985-1990)

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Por: Luciana Rosar Fornazari Klanovicz

Neste artigo discutem-se as formas pelas quais a imprensa escrita, especialmente a revista Veja, deu visibilidade ao tema do erotismo na cultura brasileira de meados dos anos 1980. Em tempo de suspensão da censura estatal, a revista expunha reportagens sobre o erotismo nas produções culturais, com ambiguidades. O tema transbordava para o debate sobre a abertura e, longe de oportunizar o trato explícito sobre o erotismo, a revista expunha argumentos baseados em cartas de leitores e outros setores em defesa dos benefícios da censura sobre alguns produtos polêmicos. Argumento que as opiniões sobre o erotismo em produções culturais têm relação direta com o debate sobre a redemocratização, a censura e a liberdade de expressão no Brasil, que marcava nessas produções a oportunidade e as tensões na busca por limites decorrentes do fim da censura com o processo de redemocratização.

A ditadura nas representações verbais e visuais da grande imprensa: 1964-1969

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Por: Rodrigo Patto Sá Motta

O artigo consiste em estudo das representações divulgadas pela grande imprensa do eixo Rio-São Paulo sobre o regime militar em sua fase inicial, o período entre 1964 e 1969. Para analisar os discursos emitidos pelos seis diários enfocados na pesquisa foram privilegiados os textos dos editoriais e as caricaturas políticas, elementos que se destacam em meio às representações visuais e verbais dos jornais. O propósito é perceber melhor as ambiguidades da imprensa que, cindida entre o amor à liberdade e a devoção à ordem, adotou atitudes tanto de apoio quanto de crítica ao Estado autoritário.

Domingos Arouca: um percurso de militância nacionalista em Moçambique

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Por: Carolina Barros Tavares Peixoto; e Maria Paula Meneses

Neste trabalho apresentamos uma releitura das disputas em torno da história e da memória em Moçambique a partir da análise do percurso de militância de Domingos Arouca. Enfatizando sua condição de nacionalista e preso político até o início dos anos 1970, este texto assenta na análise de documentos reunidos em arquivos moçambicanos e portugueses, em notícias publicadas em jornais e revistas e em entrevistas com outros nacionalistas. Este vasto espólio tornou possível uma leitura mais densa e complexa das memórias e dos processos políticos relacionados com um período menos conhecido da história de Moçambique: o m do período colonial e a transição para a independência (1962-1975). Esta contribuição visa ampliar as possibilidades de construção de uma perspectiva mais sofisticada sobre os processos de reconstrução identitária no Moçambique contemporâneo.

Do consumidor de mercadorias ao leitor de jornal: peculiaridades da indústria cultural nas páginas do semanário Flan (1953-1954)

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Por: Jeferson José Queler

Este texto analisa algumas estratégias do jornal semanal Flan para se estabelecer como veículo de repercussão nacional. Ele era parte do grupo Última Hora, fundado e dirigido por Samuel Wainer, e promoveu o governo Vargas durante os anos de 1953 e 1954. O periódico pode ser considerado um dos introdutores da indústria cultural no Brasil. Muitos estudiosos apontaram como esta última esvaziou crescentemente as discussões públicas, ao implantar a lógica da produção de mercadorias na cultura. Contudo, em seus primeiros passos no país, a indústria cultural, como se nota nas páginas de Flan, parece ter favorecido a formação de leitores de jornais e de mensagens politizadas.

Esta que “é uma das delícias, e mimos desta terra...”: o uso indígena do tabaco (N. rustica e N. tabacum) nos relatos de cronistas, viajantes e filósofos naturais dos séculos XVI e XVII

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Por: Christian Fausto Moraes dos Santos; Fabiano Bracht - University of Sao Paulo; e Gisele Cristina da Conceição - Universidade de São Paulo

O tabaco (Nicotiana sp.) foi um dos elementos botânicos do Novo Mundo que mais aguçaram a curiosidade de diversos viajantes, eruditos, médicos e filósofos naturais em ambos os lados do Atlântico. As plantas do gênero Nicotiana rapidamente ganharam notoriedade entre homens de letras. O hiato entre as primeiras descrições sobre os diversos predicados do tabaco e sua introdução na Europa foi consideravelmente curto. É provável que os rumores a respeito das propriedades das plantas de Nicotiana tenham chegado à Europa concomitantente às primeiras folhas ou sementes. Muitos destes relatos incluíam informações a respeito de seu uso pelos povos indígenas. Sua relevância, em meio aos ameríndios, suscitou nos europeus, mesmo com todas as barreiras culturais, um considerável interesse por suas possíveis aplicações e uma irresistível disposição em justificar seu uso

O aniquilamento de Cartago e Numância

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Por: Breno Battistin Sebastiani - Universidade de São Paulo

A tradição historiográfica, iniciada com Políbio, a respeito da trajetória política de Cipião Emiliano (185-129 a.C.), descreveu-a como marcada pela criação de precedentes institucionais por meio de sucessivos atos de concentração de poder e violência militar. Até hoje a maioria dos historiadores tem interpretado essa tradição como favorável à imagem do comandante romano, a despeito das ressalvas de A. Momigliano. Partindo dessas ressalvas, alguns momentos-chave dessa tradição (a obtenção de dois consulados e o aniquilamento das cidades de Cartago e Numância por Cipião) mostram também um viés crítico, sobretudo devido ao contraste entre as imagens tópicas do intelectual aberto ao helenismo e do comandante competente embora truculento.

Società Italiani Uniti: do triunfo à decadência. A emergência do fascismo

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Por: Rosane Siqueira Teixeira

O presente artigo apresenta parte do resultado da pesquisa realizada sobre a Società Italiani Uniti, uma associação italiana marcada pela emergência do fascismo, que existiu em Araraquara (SP) entre os anos de 1920 e 1941. Pretende-se traçar a sua trajetória, do triunfo à decadência, discutindo suas funções, coesão e consenso.

A história da polícia no Brasil: balanço e perspectivas

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Por: Marcos Luiz Bretas; e André Rosemberg

A polícia é um objeto de interesse acadêmico bastante recente no campo historiográfico mundial. No Brasil, essa inclinação se mostra ainda mais noviça, em que pese nos últimos vinte anos a produção tenha se mostrado bastante promissora. Com vistas a escrutinar tal movimento, este artigo tem como objetivo fazer um balanço bibliográfico do debate nacional, levantando as questões mais pertinentes e apontando pistas de pesquisa para novas empreitadas.

Resenhas

Por uma história indômita: em busca de um conhecimento integrativo da Alemanha nazista antes da Guerra

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Por: Pedro Spínola Pereira Caldas

Resenha do livro: FRIEDLÄNDER, Saul. A Alemanha nazista e os judeus, volume I: Os anos da perseguição, 1933-1939. Tradução de Fany Kon et al. São Paulo: Perspectiva, 2012.

As grandes ferrovias e o capitalismo monopolista nos EUA do século XIX

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Por: José Augusto Drummond

Resenha do livro: WHITE, Richard. Railroaded: the transcontinentals and the making of modern America. Nova York: Norton, 2011.

Escravos sem senhores não existem

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Por: Marcelo Santos Matheus; e Manolo Florentino - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Resenha do livro: READ, Ian. The hierarchies of slavery in Santos, Brazil, 1822-1888. Stanford: Stanford University Press, 2012.

Sonhar o destino: projetos e impasses sobre a grandeza de Portugal

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Por: Jacqueline Hermann

Resenha do livro: LIMA, Luís Filipe Silvério. O império dos sonhos. Narrativas proféticas, sebastianismo & messianismo brigantino. São Paulo: Alameda, 2010.

A contínua decadência de Portugal nos últimos cem anos

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Por: Ermelinda Liberato

Resenha do livro: COSTA, Jorge et al. Os donos de Portugal (cem anos de poder económico, 1910-2010). Porto: Autores e Edições Afrontamento, 2010.

A Primeira República muito além do café com leite

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Por: Antonio Luigi Negro; e Jonas Brito

Resenha do livro: VISCARDI, Cláudia. O teatro das oligarquias: uma revisão da “política do café com leite”. Belo Horizonte: Fino Traço, 2012.

Metamorfoses de uma crença: reflexões sobre a experiência histórica contemporânea

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Por: Rodrigo Turin - UNIRIO - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Resenha do livro: HARTOG, François. Croire en l’histoire. Paris: Flammarion, 2013.