“Onde as forças vivas do trabalho se ajuntam em desmedida”: dinâmicas da reprodução do capital em São Paulo durante a epidemia de febre amarela

Artigonº 48 / V. 222021

Parte do Dossiê: Pandemias e epidemias em perspectiva histórica

Resumo

O presente artigo aborda as dinâmicas de reprodução de capital nos investimentos no mercado de aluguéis de moradias coletivas na Santa Ifigênia, bairro central de São Paulo, durante a epidemia de febre amarela que atingiu algumas regiões do Brasil nas décadas finais do século XIX. Nos centramos principalmente na atuação de Carlo Gilardi, investidor urbano do mercado de aluguéis, imigrante proveniente da região de Piemonte, Itália, para explorar as relações entre a colonialidade, as epidemias e as estratégias de controle urbano da população urbana despossuída. Os discursos sobre as aglomerações urbanas são analisados a partir do cruzamento de fontes primárias, especialmente o relatório de inspeção dos cortiços elaborado por uma comissão designada pelo poder público em 1893, pedidos da Série Obras Particulares e registros de transações fundiárias.

Palavras-chave:

  • Urbanização
  • Febre Amarela
  • Imigração
  • Colonialidade

Como citar este artigo

BORIN, Monique Felix. “Onde as forças vivas do trabalho se ajuntam em desmedida”: dinâmicas da reprodução do capital em São Paulo durante a epidemia de febre amarela. Topoi (Rio J.), v. 22, n. 48, p. 763-786, 2021.