Lições para ser o cronista do rei: um estudo dos Diálogos sobre quem deve ser o cronista do príncipe, de Pedro de Navarra

Artigonº 45 / V. 212020

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Resumo

Tradução e apresentação de Maria Emília Granduque José (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Franca/SP - Brasil). NAVARRA, Pedro de. Dialogo qual debe ser el chronista del principe. Materia de pocos aún tocada. Dirigidos al catolico Rey de España Don Phelipe de Austria segundo deste nombre. Toulouse: Casa de Jacobo Colomerio, impresor de la universidad, 1567. No século XVI, a Espanha foi palco de uma série de escritos que visavam definir não apenas as regras que deveriam conduzir a escrita da história, mas também as qualidades esperadas de um bom cronista. Justificavam os autores dessas obras que a imagem de um reino e, consequentemente, de seu governante, construía-se a partir da história elaborada pelos letrados encarregados de registrar o passado. A partir do estudo dos Dialogos qual debe ser el chronista del principe, composto por Pedro de Navarra e publicado em 1565, a proposta desta apresentação crítica é interrogar como os letrados definiram o ofício do cronista e historiador na sociedade espanhola dessa época. Além dessa questão central, o texto tem como alvo apresentar a tradução comentada dos Dialogos qual debe ser el chronista del principe com o objetivo de guiar a análise sobre as funções atribuídas ao cronista do rei, bem como os requisitos necessários para o exercício desse ofício.

Palavras-chave:

  • Espanha
  • século XVI
  • Diálogos
  • Cronista

Como citar este artigo

JOSÉ, Maria Emília Granduque. Lições para ser o cronista do rei: um estudo dos Diálogos sobre quem deve ser o cronista do príncipe, de Pedro de Navarra. Topoi (Rio J.), v. 21, n. 45, p. 574-601, 2020.