Ricardo dos Santos Batista

Publicações

Conexões e redes da Fundação Rockefeller na América Latina: trajetórias e possibilidades

Artigo V. 262025Baixar
Por: Ricardo dos Santos Batista; e Karina Ramacciotti

O artigo analisa o campo de estudos históricos da Fundação Rockefeller na América Latina e introduz o dossiê “Conexões e redes da Fundação Rockefeller na América Latina”, publicado pela Topoi. Revista de História. A partir de estudo bibliográfico, discute-se a recente virada da historiografia para a utilização de abordagens internacionalizantes, a exemplo da História Global; reflete-se sobre a recepção desse movimento na História das Ciências e da Saúde e possíveis similaridades com a História da Saúde Global; discute-se as diferentes perspectivas historiográficas sobre a Fundação Rockefeller, seus desdobramentos na América Latina e perspectivas futuras para investigação, e apresentam-se os artigos que compõem o dossiê.

Interações científicas internacionais: a Fundação Rockefeller e o financiamento para o Instituto Biológico da Bahia (1953-1955)

Artigo V. 262025Baixar
Por: Ricardo dos Santos Batista; e Marcos Cueto

Este artigo analisa interações científicas entre o Brasil e os Estados Unidos a partir do financiamento da Divisão de Ciências Naturais e Agricultura da Fundação Rockefeller ao Instituto Biológico da Bahia, com o protagonismo do médico-veterinário Fúlvio Alice, entre 1953 e 1955. Seu objetivo é fornecer uma contribuição para o aprofundamento do estudo sobre o papel estratégico dos intermediários locais na dinâmica de circulação do conhecimento científico internacional, especialmente quando mediada por uma agência filantrópica norte-americana. Utilizam-se como fontes materiais coletados no Rockefeller Archive Center e jornais disponíveis na Hemeroteca Digital Brasileira. A análise dos documentos parte da relação entre documento/monumento, proposta por Jacques Le Goff, segundo a qual as fontes são portadoras dos interesses de seus autores.

“Nós não compreendemos exatamente o que ela quis dizer com ‘vômito negro’”: Fundação Rockefeller, ciência e a epidemia de febre amarela de 1926

Artigonº 48 / V. 222021Baixar
Por: Ricardo dos Santos Batista

Este artigo analisa a incidência da febre amarela no Nordeste brasileiro no ano de 1926 e os seus desdobramentos científicos. Após a epidemia, foram realizadas inspeções em cidades nas quais ocorreram surtos, no intuito de refutar a existência da amarílica. Além disso, com o redirecionamento das atividades da Fundação Rockefeller, foi criado o laboratório da febre amarela, em Salvador, em 1928. Utilizam-se como fontes correspondências, relatórios e diários da Fundação Rockefeller e jornais brasileiros para compreender as especificidades da epidemia. O evento de 1926 foi de grande importância para o desenvolvimento da saúde internacional e influenciou estratégias e ações no controle da amarílica.

Como se tornar um bolsista da Fundação Rockefeller: trajetórias de médicos do Instituto Oswaldo Cruz em formação na Universidade Johns Hopkins (1919-1924)

Artigonº 47 / V. 222021Baixar
Por: Ricardo dos Santos Batista; e Luiz Otávio

Este texto tem como objetivo analisar a trajetória de médicos brasileiros que estudaram no Instituto Oswaldo Cruz e, posteriormente, foram fi nanciados pela Fundação Rockefeller para estudar na Johns Hopkins University. As fontes utilizadas foram correspondências trocadas entre os escritórios da agência filantrópica no Brasil e nos Estados Unidos, coletadas no Rockefeller Archive Center, uma tese de doutoramento, um relatório médico e fontes orais. A análise desses documentos auxiliou a compreender os conflitos, negociações e impasses na seleção dos bolsistas enviados aos Estados Unidos, a formação na universidade norte-americana e o seu retorno ao Brasil, entre 1919 e 1924. Trajetórias de formação profissional internacional também foram marcadas por questões regionais e locais, e por trocas de conheci mentos sobre saúde pública.